As origens socialistas do Big Data

Esse artigo incrível da New Yorker fala sobre como o governo de Salvador Allende tentou um pioneiro programa para gerir a economia inteira do Chile usando o que hoje a gente chama de Big Data. Fascinante.

Four screens could show hundreds of pictures and figures at the touch of a button, delivering historical and statistical information about production—the Datafeed.

(…)

In addition to the Datafeed, there was a screen that simulated the future state of the Chilean economy under various conditions. Before you set prices, established production quotas, or shifted petroleum allocations, you could see how your decision would play out.

Entre outras coisas, o projeto incluia conectar todas as casas do Chile com um gadget que medisse em tempo real a satisfação da população. 

Detalhe pras imagens da sala, que lembra o tipo de coisa que a Apple faria:

Project Cybersin control room

E não por acaso:

The resemblance that the Operations Room—with its all-white, utilitarian surfaces and oversized buttons—bears to the Apple aesthetic is not entirely accidental. The room was designed by Gui Bonsiepe, an innovative German designer who studied and taught at the famed Ulm School of Design, in Germany, and industrial design associated with the Ulm School inspired Steve Jobs and the Apple designer Jonathan Ive.

E tem gente que acha que comunista não gosta de tecnologia.

Afinal, pra que serve a mídia de tecnologia?

Esse artigo do Betabeat* sobre o Product Hunt levanta um ponto importante logo no título (que eu traduzi no desse post). 

E desenvolve:

The popular claim: the online news world is noisy and full of garbage. The proposed solution: give readers just the bare bits they need to feel informed, or in Product Hunt’s case, let them skip the blogs altogether.

Ou seja, mais um exemplo clássico de “cortar o intermediário”.

Principalmente se nesse caso o intermediário basicamente só publica press release dos amigos e de quem já levantou milhões.

* Sim, eu entendo a ironia de falar mal da mídia de tecnologia usando um artigo dela como base da argumentação.

Quant marketing para aplicativos: como coordenar o lançamento de um aplicativo

Eu sempre recomendei esse post excelente do OkDork para todo mundo que me pergunta sobre lançamentos de produtos/startups/apps. Resolvi, com o aval do autor, traduzi-lo e fazer também uma versão da planilha-base que ele utiliza.

O que vem no blockquote abaixo foi escrito pelo Noah e traduzido por mim.

Quando eu comecei no Mint, Aaron Patzer (fundador da empresa) me disse que eu tinha que levá-los a 100.000 usuários 6 meses após o lançamento. Comecei a trabalhar com um planejamento de marketing. Honestamente, eu estava um pouco nervoso.

O resultado: 6 meses depois, Mint tinha mais de 1 milhão de usuários. 

Como isso aconteceu?

Primeiro, o produto é irado. Isso faz marketing ser menos sobre “marketing” e mais sobre educar e compartilhar com as pessoas. Mas tem aquele lance de que quando uma árvore cai no meio da floresta, blablablabla vocês entenderam.

Em vez de fazer “marketing nas redes sociais” de forma meio aleatória, precisávamos de um método. Um que incluísse um framework e um novo jeito de fazer marketing nesse período pré-lançamento.

Quant Based Marketing

Trabalhe de trás pra frente a partir do resultado que você precisa (esse é o melhor jeito de garantir sucesso) e mapeie isso numa tabela. Dave McClure é um guru do Excel / Powerpoint se você precisar de inspiração.

Esse é um exemplo do Mint:

Objetivo: 100,000 usuários em 6 meses.

Clique para ver a tabela original do Noah
Clique aqui para ver a minha versão, em português

Isso é a CHAVE para qualquer tipo de marketing pré-lançamento que você faça.

As pessoas tendem a esperar a parada ser lançada, mandar emails para alguns amigos, compartilhar nas redes sociais e esperar que isso funcione. Bom, não funciona.

A tabela tem duas colunas: total de usuários e usuários confirmados. Quando você prepara as métricas dessa forma pré-lançamento e confirma os canais você não tem como falhar. Só os confirmados importam!

Você tem que confirmar tudo antes: blogs, twitteiros, anúncios, etc. Não deixe isso pro acaso.

Resumindo:

  • Monte a sua lista antes do lançamento;
  • Descubra quem são seus targets utilizando: wefollow.com, Buzzsumo, buscas no google, escolha nichos específicos (pro Mint eram blogs sobre finanças pessoais e geeks), e de qualquer outro jeito que te ocorra;
  • Meça com a tabela pra entender o que está funcionando e o que não está;
  • Considere testar 2-3 mensagens diferentes para ver qual consegue a melhor taxa de respostas;
  • Use métodos novos para atingir as pessoas. Não faça só o que todo mundo já faz;
  • Ah é: faça um produto irado.

Veja o artigo original, em inglês: http://okdork.com/2010/07/15/quant-based-marketing-for-pre-launch-start-ups/

Alguns detalhes extras para quem vai lançar aplicativos:

A minha versão da tabela é pensada para o lançamento de apps. Para isso, tem algumas coisas que faz sentido mudar/acrescentar no método do Noah:

1) Conversão do site/link enviado

Na minha versão da tabela, incluí mais uma coluna: conversão do site/link enviado. É importante entender que a taxa de conversão do seu site não é a mesma que a de um link direto pra App Store, e que isso depende de onde ele for acessado. Um link pra App Store faz sentido no Twitter, porque muita gente o acessa no celular. Já numa matéria em um grande portal em que só uma fração pequena dos acessos é via mobile pode ser menos efetivo que um link para o seu site. 

2) Como estimo a audiência de um blog?

Se o blog for grande o suficiente, ele vai ter um media kit. É um ótimo lugar para começar. Eu costumo ser conservador e cortar em 20-30%. 

3) E para medir a audiência de um tweet, ou de um post no Instagram ou sei lá?

Mais difícil. Mas dá pra estimar. Se for um tweet, vale olhar o número de favorites que aquela conta costuma receber e multiplicar isso por 100. É um chute, mas ao menos um chute informado. Se você tem acesso aos dados da conta e usa um sistema de publicação automática de feed, consegue esses dados. Num post no Instagram, eu usaria o número médio de  como base.

Link para a minha versão da tabela

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Desenvolvi, e agora? Como lançar seu app - no Rio de Janeiro, esse sábado

Esse sábado, no Space Coworking (2a casa do Dujour) vou dar um aulão de 6 horas pra ajudar a galera que é fera em desenvolvimento a fazer seus apps chegarem ao máximo de pessoas. A gente vai falar sobre posicionamento, sobre estratégias de lançamento, assessoria de imprensa, e como fazer isso tudo sem gastar todas as suas economias. 

Vejo vocês lá, né?

Clique aqui para se inscrever!

brycedotvc:

Facebook owes 3 of the Top 5 most addictive apps on mobile.
Full report on mobile habits here.

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iOS vs. Android: porque as specs não importam de verdade

Dias seguintes a lançamento da Apple, sempre a mesma coisa. Posts e posts sobre como a empresa não inova. Coisas tipo isso:

Não, não deixa de ser verdade. Mas quem acha que o lance é comparar feature não entendeu nada sobre como a empresa se posiciona - e sobre o que, de verdade, ela vende.

E provavelmente nunca viu o Simon Sinek explicando o conceito do Golden Circle. Dá o play aí:

(O vídeo completo, que vale cada segundo, está aqui.)

Parem de comparar features e comecem a comparar o discurso. 

Métricas sem contexto não servem pra nada. 

From: https://twitter.com/designuxui/status/507196233228623872

Métricas sem contexto não servem pra nada.

From: https://twitter.com/designuxui/status/507196233228623872

"Desenvolvi, e agora?" - Em Campinas

Depois de muito suor, muitas iterações e milhares de linhas de código, seu aplicativo finalmente está pronto. Você testou, mostrou pra amigos, encontrou e matou todo tipo de bug. Coloca no ar e espera pra contabilizar os downloads. Centenas, talvez milhares…

Ou 16. Dezesseis downloads.

Saiba como lançar seu aplicativo de forma eficiente, atrair a atenção de imprensa, clientes e gente que vai fazer seu app ser visto por milhares de pessoas. E sem gastar muito por isso.

"Desenvolvi, e agora?" é meu curso pra quem sabe tudo de desenvolvimento mobile, mas que agora tem que fazer um aplicativo chegar nos clientes. Teremos uma turma em Campinas no dia 27/09 no Berlim.co.

Partiu?

Inscrições e mais informações, clique aqui.

A melhor definição que eu já vi.

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Estou vendo meus convites para conexão no LinkedIn: qual é a informação mais importante pra eu tomar uma decisão rápida sobre se vale ou não adicioná-las? Onde a pessoa trabalha.Adivinha qual é a única informação que ele resolve ocultar com reticências?
Não consigo acreditar que isso seja sem querer. A questão é, pra que? Forçar a navegação?

Estou vendo meus convites para conexão no LinkedIn: qual é a informação mais importante pra eu tomar uma decisão rápida sobre se vale ou não adicioná-las? Onde a pessoa trabalha.

Adivinha qual é a única informação que ele resolve ocultar com reticências?

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