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Lost e a nova forma de consumir informação

Quando Lost começou em Setembro de 2004, a internet era bem diferente. O Facebook ainda tinha um “the” na url e ainda era restrito a estudantes de ensino superior e médio dos EUA, Twitter estava longe de existir, YouTube ainda demoraria mais seis meses para entrar no ar e o Google tinha acabado de fazer seu IPO. Mudou muito a internet e, com ela, os hábitos dos seus usuários.

Lost: spoilers VS. theories no Google Insights (clique para ver melhor)

Lost: spoilers VS. theories no Google Insights (clique para ver melhor)

E é com uma ferramenta do próprio Google que a gente pode ter uma ideia das mudanças de comportamento que aconteceram em paralelo com o desenrolar da série. O gráfico acima mostra uma tendência interessante. Em 2004, quem queria se aprofundar mais sobre as perguntas da série procurava por spoilers, e não por teorias. Isso acontecia particularmente logo antes e logo depois dos finais de temporada (exibidos sempre na última quinzena de Maio). Com o tempo - apesar de spoilers se manter como o termo mais procurado - os fãs começaram a procurar cada vez mais pelo que seus pares estavam pensando (e publicando) sobre os rumos dos sobreviventes do vôvooo 815: e vemos isso no gráfico, no crescimento proporcional das buscas por lost + theories. Isso reflete a estrutura dramática da série, em que perguntas eram respondidas com mais perguntas, mas também uma mudança mais profunda de comportamento online.

Nesses seis anos, mudou muito a forma como consumimos conteúdo na internet. Blogs já existiam desde, pelo menos, o fim dos anos 90, mas foi no início dos anos 2000 que ganharam cada vez mais destaque em relação aos “antigos” portais de internet. Na mesma época, a Wikipedia passava dos 500.000 artigos e 100 idiomas. Se o modelo dos anos 90 era o consumo de conteúdo de grandes portais, os anos 2000 começaram deixando claro que agora qualquer um poderia produzir (e distribuir) o seu próprio. Não por acaso, o termo Web 2.0 nasce em 2004. E começam a surgir YouTube, Digg, Flickr, Twitter, Yelp, Foursquare, etc. Todas essas ferramentas e outras tantas só existem porque cada vez mais passamos a dar atenção igual e até maior ao que era dito pelos nossos amigos, colegas de trabalho e desconhecidos com interesses em comum.

Se Lost sempre esteve em sintonia com essas mudanças - introduzindo um público de massa (foi veiculada durante todo esse tempo na TV aberta norte-americana) a coisas como ARGs e easter eggs, sendo transmedia antes do termo virar buzzword - era natural que seus fãs também o fizessem. Daí essa mudança: em vez de apenas consumir informação “oficial” vazada antes da hora, passaram a cada vez mais comentar, expor, debater. A criação em conjunto coisas a Lostpedia, uma implementação de wiki, outra coisa que é totalmente nesse caminho. Aliás, os outros fãs sempre foram importantíssimos para uma grande base de fãs que queria assistir aos episódios o mais rápido possível: os que baixavam a série em torrents, muitos usando ainda legendas feitas por equipes amadoras.

No fim, sabendo da comoção que o final da série ia causar na internet, muitos fãs decidiram se isolar até assistirem ao finale e a própria ABC resolveu transmiti-lo no mesmo horário em diversos países. A diferença entre um amigo comentando um episódio e passando um spoiler é se você o viu ou não.

E com um final aberto a interpretações e über-discutido online, Lost ajuda a mostrar que, na internet, ninguém é uma ilha.

PAN.

PAN.

Mal pelo último trocadilho, não resisti.

Originalidade existe?

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Antoine Lavoisier

A imitação é a forma mais sincera de elogio.

- Charles Caleb Colton

Quem inventou o avião?

Essa pergunta parece bem óbvia. Todos os brasileiros somos treinados desde cedo a responder “Santos Dumont“. Sabemos todos também que se fizermos a mesma pergunta a um norte-americano, a resposta provavelmente será “the Wright Brothers“.

A verdade é que se formos pensar bem, não foram nem um nem os outros. A aviação levou séculos desde os primeiros experimentos até um mineiro sobrevoar a Bagatelle. E obviamente não parou por aí. A invenção, a ideia original simplesmente não existe dessa forma que a gente se acostumou a pensar. Porque ninguém começa do zero. Uma invenção parte de outras, sempre desenvolvendo. Não necessariamente aprimorando, mas levando adiante, ainda que em outra direção.

É interessante ver como lidamos com isso hoje em dia. Levamos o papel do “criador” tão a sério que descolamos a ideia da realidade. E isso paradoxalmente nos faz preocupados demais com a cópia. É engraçado, mas parece que a mesma internet que coloca 4Shared e Pirate Bay entre os 100 sites mais acessados é obcecada pelo conceito de propriedade intelectual.

Toda vez que aparece uma novidade, logo começam as acusações de plágio. É o anúncio que foi chupado, o site que é versão traduzida, o filme que imita um curta obscuro, por aí vai. Com praticamente toda a produção cultural da humanidade teoricamente acessível, é quase impossível não achar um “original”.

Claro, há os picaretas que apenas imitam (e nem dão o crédito). Mas sinceramente acredito que sejam a minoria. A maioria dos que criam simplesmente partem do que já existe e do que já dá certo. Tirar uma ideia de um contexto e adaptá-la a outra realidade é criar algo novo. Se as operações são diferentes, a ordem dos fatores altera sim o produto. O trabalho do criativo é assimilar e reprocessar informação. E tão ou mais importante do que o produto final são as referências. Ninguém cria do zero, então quem parte de bons benchmarks já sai muito na frente.

E ao mesmo tempo que nos preocupamos tanto com isso, não é engraçado que a primeira coisa que fazemos quando estamos expondo uma ideia é aproximá-la de outra? Dizemos que nosso novo projeto é “tipo um twitter, só que diferente”. A comparação nesse caso acaba tendo função parecida a do meme: traduzir em segundos um conceito complexo. Fazemos isso para facilitar a comunicação. Só não podemos deixar que esse facilitador atrapalhe a conversa entre as ideias. Porque é nesse diálogo que nasce a inovação.

Resumindo: vamos parar de levar a sério demais a questão de quem teve a ideia primeiro, quem postou primeiro e quem kibou quem. O debate - qualquer que seja - não ganha nada se perdermos nosso tempo discutindo se uma ideia é ou não original em vez de aprender com ela.

A melhor forma de desenvolver então, é compartilhando, colaborando e divulgando. Incentivar a discussão dos conceitos ajuda a desenvolvê-los e aprimorá-los. E afinal, criação é isso, ajudar no desenvolvimento. Ideia nenhuma nasce pronta.

Prova (ou não) disso tudo: a Lei de Conservação de Massa, resumida filosoficamente na citação que abriu esse post não foi formulada por Antoine Lavoisier. Apareceu primeiro num ensaio de Mikhail Lomosov. O francês foi sim seu principal divulgador, e até hoje há quem a chame de Lei de Lavoisier. E isso nem faz tanta diferença, porque estudos que vieram depois demonstram que há sim perda de massa em algumas reações com a liberação de energia.

(Deixo aqui meu muito obrigado ao Blogo e a seus criadores que me fizeram recuperar todo esse post depois d’eu ter certeza que tinha perdido tudo. Valeu Ben! Valeu Ivan!)


o Google Buzz pode ser a sua próxima newsletter

Todo mundo falando nele, afinal Não é toda semana que o Google resolve colocar um monte de gente falando dentro do seu email. Não à toa, tem muita gente reclamando. Muitos com razão. Em compensação, muita gente sempre reclama das mudanças de layout do Facebook, e ninguém nunca parou de usar por causa disso (aliás, adoro esse grupo).

Bom, com ou sem backlash, meu assunto aqui é outro. Importante deixar claro minha posição: acho a iniciativa excelente. E se você tem algum site que dispara newsletters ou qualquer coisa assim, deveria achar também. Ainda mais se sua base tiver bastante gente com @gmail.com.

1) Feed > Digest
Num email marketing ou newsletter, a usuária recebe e clica em um link. Talvez ela até volte àquele email dali a uns dias, mas é difícil. Recebendo a informação picotada, a usuária clica mais. Se muito daquilo interessar a ela, ela clica em vários dos links. Se nada interessa, ela deixa de assinar (e aí cabe a nós entendermos se ela era mesmo nosso público-alvo ou estamos errando a mão em alguma coisa, seja no conteúdo ou no volume);

2) Os números não mentem
Não existem problemas de entrega. aliás, a entrega não tem custo pra gente (e se a sua base é grande, isso é um ponto BEEEEEEM importante). Temos total de controle sobre o número que recebe, porque toda a base opt-in (e não tem definição de opt-in melhor que uma pessoa que pode escolher a qualquer segundo que não quer mais ver seus posts) realmente recebe a comunicação;

3) Você tem a permissão dela
A usuária pode gostar, e se ela gostar pode marcar o conteudo para a rede dela ver. A própria ferramenta a incentiva a comentar, a compartilhar. E tudo isso é reportado pra você, automaticamente. E você pode responder, direto pra ela. Um comentário é uma oportunidade de deixar uma boa impressão, no mínimo. Seth Godin deve ter adorado.

4) Não é novidade
Tudo que tem por lá existe faz anos no FriendFeed, lembra? Um produto que tinha excelente tecnologia, só faltavam usuários. Daí o Facebook comprou e foi incorporando as funcionalidades ao site. E deram certo: o uso de coisas simples como o “Like” é gigantesco. Os redesigns cada vez evidenciam mais esse caminho de agregar e dividir conteúdo com a sua rede. Na verdade, a atividade ajuda a expandir a sua rede de amigos, o que é obviamente excelente para uma rede social.

O que está acontecendo no Google Buzz é o mesmo: uma ferramenta que não é novidade chegando num lugar onde já existem milhões de usuários e onde a sua rede de amigos já está. Eles até já montaram pra você a sua lista.

5) Integração com a busca do Google (e outras ferramentas)
O Google tem a ferramenta de busca mais usada do mundo. e agora pode incorporar a layer social do Buzz a ela. Imagina se ao lado dos resultados eles colocarem o que seus amigos comentaram sobre links daquele site? Ou trazerem vinculados à uma matéria a discussão sobre ela por outros usuários da ferramenta? Sem contar a integração com o Google Maps, possibilidades com o Google Docs… a ferramenta ainda tá engatinhando, e é aqui que ela vai crescer.

P.s.: Acho legal dizer que esse post veio do próprio Buzz, de uma conversa que começou por causa de um tweet meu que foi pro meu feed. Valeu, Klaus.

Como ganhar (pouco) dinheiro e (muita) informação com gatinhos pixelados

Tem gente dizendo que o YouTube vai morrer faz pelo menos uns três anos. Em geral, os motivos são o óbvio: gasta muito, e dá pouquíssimo retorno. E não ajuda nem um pouco que modelos que foram considerados incríveis para ganhar dinheiro com vídeo gerado pelo usuário como o revenue sharing (proposto primeiro pelo Revver) não tenham se mostrado sustentáveis a longo prazo. Ao mesmo tempo, a demanda por conteúdo de qualidade online faz com que o Hulu só cresça e continue crescendo (ainda que num ritmo menos acelerado), recebendo investimentos e atraindo anunciantes. No Brasil, o Terra está fazendo uma experiência parecida com conteúdo de séries americanas (Lost, Grey’s Anatomy), reality shows nacionais (A Fazenda) e canais de nicho (People + Arts, Discovery) no novo Terra.tv.

O problema do maior site de vídeos do mundo é bem simples: ninguém quer anunciar em um bando de vídeos pixelados de gatinhos gravados pelo celular que vão ter menos de 200 visualizações por mês. Já apareceram milhares de propostas de como resolver isso, claro. Implementaram os anúncios em overlay e permitiram links externos e investem cada vez mais em acordos para distribuição legal de conteúdo premium por exemplo. Mas essas e outras propostas ainda não resolvem o problema dos vídeos pixelados de gatinhos.

Proposta

Por mais prepotente que seja, essa é uma proposta para ganhar dinheiro com o conteúdo gerado pelos usuários. A página abaixo é a de upload de vídeo no YouTube.

YouTube - Broadcast Yourself..png by venetiglio on Aviary

Nessa página, o usuário já escolhe a categoria em que o vídeo entra, seu título, descrição e tags. Esses são os critérios usados para definir os anúncios que aparecem na página do vídeo, servidos via AdSense.

O que o Google pode facilmente implementar aí é um preview dos anúncios que serão mostrados na página do vídeo. Enquanto o usuário espera o upload, visualiza anúncios que apareceriam na página do vídeo, e pode opinar, dizendo quais tem ou não relevância de acordo com o vídeo. Dessa forma, o usuário que produziu (ok, ou que ripou/copiou/etc.) aquele conteúdo ajuda a definir quais anúncios são mais relevantes junto a ele. E por melhores que os robôs do AdSense sejam, eles ainda não substituem uma pessoa.

Problemas

Claro que não é tão simples assim. A resistência aos anúncios é muito alta e muita gente vai simplesmente clicar em “não quero esse” em todos os anúncios que puder. Mas é muito simples identificar isso e criar uma regra como “se o usuário clicar em não exibir em mais de 75% dos anúncios mostrados, ignorar”. E ao mesmo tempo, isso é uma forma de conhecer melhor os usuários.

E sabendo que um usuário é radicalmente contra anúncios em seus vídeos, você acaba de identificar um usuário que talvez, apenas talvez, esteja disposto a pagar para ter certeza que seus vídeos não tenham anúncios.

Como eu disse, é só uma ideia.

Esse post não é viral

Colocar “fazer um viral” na to-do-list sem saber como funciona um é o primeiro passo para fazer um vídeo que até pode ser engraçado, até pode ser uma boa ferramenta de branding e até pode fazer um hotsite ser muito acessado, mas dificilmente vai fazer os três.

(Antes de continuar, quero acrescentar que não estou inventando nada aqui. Tem bastante gente boa que já abordou o assunto desse mesmo ponto de vista. Eu só acho que 1) tenho mais a acrescentar 2) é necessário abordar um problema até que ele seja resolvido.)

A questão é simples, e passa pelo conceito básico. O que é um viral. Um viral não é um gordinho de sunga dançando no YouTube. Um viral é uma idéia que se dissemina porque faz parte do seu DNA ser espalhada. A analogia não é à toa: o conceito deriva diretamente do de meme, criado pelo evolucionista Richard Dawkins e popularizado no seu livro O Gene Egoísta. E é muito simples: um meme é a forma mais fácil de transmitir um conceito.

Na internet, o meme pode ser a própria possibilidade de transmissão, e muitas vezes é exatamente isso que é. Seth Godin entendeu isso, e explica de forma clara nesse post, em inglês. O ponto dele é excelente:

The critical element of viral marketing is this: it’s built in. It was built into Hotmail and built into YouTube. (…) If you want to do viral marketing, you can try to come up with a viral ad, but you’ll probably fail. You’re better off building the viral right into the product, creating a product that spreads because you designed it that way.

De que adianta seu vídeo ter um milhão de views se você não está fazendo essas pessoas dialogarem com sua marca? Use a plataforma pra alavancar o potencial. O Whopper Sacrifice fez isso muito bem, porque usava uma característica do Facebook para alavancar seu uso. Já é case, mesmo tendo sido desabilitado pelo Facebook poucos dias depois do lançamento. Ou seja: viral não é o vídeo, é a plataforma. Seus gordinhos dançando de sunga podem até gerar vendas, mas o gráfico que eles ajudam mesmo é esse aqui.

Uma segunda coisa que é frequentemente ignorada nessa sanha por ter presença online, fazer marketing em mídias sociais, etc.: a internet é uma conversa. O objetivo é construir um canal. Usá-la para que seus clientes e prospects possam construir algum tipo de relacionamento com você. Não vai dar resultado tão rápido quanto o vídeo de sucesso fulminante, é um trabalho a médio e até longo prazo. Isso pode ser um site corporativo inteligente, pode ser uma estratégia para responder de forma positiva e pertinente ao que é dito (comentado, tuítado, postado no Orkut, qualquer coisa) sobre sua marca online. O importante é estar presente quando seus clientes precisam de você. Eles estão falando, escute.

Então, esse post não é viral: é um convite pra uma conversa. Fiquem à vontade.

2005: o ano em que não fizemos pudim

azul: receita + bolo, amarelo: receita + chocolate, vermelho: receita + pudim

azul: receita + bolo, amarelo: receita + chocolate, vermelho: receita + pudim

É fascinante o tipo de coisa que você acaba descobrindo quando está levantando informações sobre históricos de busca. Esse post é sobre um desses achados, mas sua razão pra existir é mostrar o modus operandi que leva a essas descobertas, e dividir alguns links úteis pra quem trabalha ou quer trabalhar com marketing online.

Recebi hoje esse artigo do eMarketer (em inglês) cujo título pode ser traduzido livremente como “Receitas de sites de culinária engordam em tempos de vacas magras”. Artigo informativo e cheio de dados como é de costume (se você trabalha com marketing online e ainda não fez isso, faça-se um favor e assine o feed deles logo), e que no meio trazia uma frase que me chamou atenção:

“Recipes are a steady draw for Internet users in the US.”

O que me ocorreu na hora: seria isso um fato também no Brasil? Teriam as buscas por receitas um crescimento constante também aqui?

Para descobrir isso, a primeira parada é o Google Trends. O histórico de buscas pelo termo “receita” mostra picos sazonais… e é nesse momento que você lembra de uma tal Receita Federal, que provavelmente está atrapalhando seus resultados.

Para solucionar isso, vamos fazer outra análise, dessa vez  buscando a combinação do termo “receita” com outro do universo desejado, culinária. Como escolher esses termos? Usando mais um produto do Google, o Google Insights. O Insight vai trazer os termos mais buscados junto com receita, e você pode escolher os melhores. No caso, o primeiro da lista de mais usados é “bolo”. Mas felizmente a lista logo ao lado traz os termos que tiveram maior crescimento. Dessa lista, resolvi aproveitar pudim. Só porque eu não gosto de bacalhau (ok, na verdade é porque eu tenho a impressão de que bacalhau é sazonal, tende a ser mais preparado no Natal/Ano Novo e durante a Páscoa). Adicionei “chocolate” como terceiro termo por ser um ingrediente e presente em receitas de sobremesa, e eu já estava trabalhando com duas sobremesas mesmo.

O resultado é o gráfico no início do post, mais detalhado aqui. Não consigo entender o porquê disso. Um súbito aumento do preço do leite condensado? Teria o maior site brasileiro sobre o assunto saído do ar momentaneamente*? Mandem suas teorias pra explicar o Grande Declínio do Pudim de 2005.

Mas se vocês acham estranho o fato de ninguém ter procurado por Pudim durante quase todo o ano em 2005, é porque ainda não viram o que aconteceu com o brigadeiro em 2005/06. Sinistro.

*o Internet Archive discorda dessa teoria. (valeu Lúcio)