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Esse post não é viral

Colocar “fazer um viral” na to-do-list sem saber como funciona um é o primeiro passo para fazer um vídeo que até pode ser engraçado, até pode ser uma boa ferramenta de branding e até pode fazer um hotsite ser muito acessado, mas dificilmente vai fazer os três.

(Antes de continuar, quero acrescentar que não estou inventando nada aqui. Tem bastante gente boa que já abordou o assunto desse mesmo ponto de vista. Eu só acho que 1) tenho mais a acrescentar 2) é necessário abordar um problema até que ele seja resolvido.)

A questão é simples, e passa pelo conceito básico. O que é um viral. Um viral não é um gordinho de sunga dançando no YouTube. Um viral é uma idéia que se dissemina porque faz parte do seu DNA ser espalhada. A analogia não é à toa: o conceito deriva diretamente do de meme, criado pelo evolucionista Richard Dawkins e popularizado no seu livro O Gene Egoísta. E é muito simples: um meme é a forma mais fácil de transmitir um conceito.

Na internet, o meme pode ser a própria possibilidade de transmissão, e muitas vezes é exatamente isso que é. Seth Godin entendeu isso, e explica de forma clara nesse post, em inglês. O ponto dele é excelente:

The critical element of viral marketing is this: it’s built in. It was built into Hotmail and built into YouTube. (…) If you want to do viral marketing, you can try to come up with a viral ad, but you’ll probably fail. You’re better off building the viral right into the product, creating a product that spreads because you designed it that way.

De que adianta seu vídeo ter um milhão de views se você não está fazendo essas pessoas dialogarem com sua marca? Use a plataforma pra alavancar o potencial. O Whopper Sacrifice fez isso muito bem, porque usava uma característica do Facebook para alavancar seu uso. Já é case, mesmo tendo sido desabilitado pelo Facebook poucos dias depois do lançamento. Ou seja: viral não é o vídeo, é a plataforma. Seus gordinhos dançando de sunga podem até gerar vendas, mas o gráfico que eles ajudam mesmo é esse aqui.

Uma segunda coisa que é frequentemente ignorada nessa sanha por ter presença online, fazer marketing em mídias sociais, etc.: a internet é uma conversa. O objetivo é construir um canal. Usá-la para que seus clientes e prospects possam construir algum tipo de relacionamento com você. Não vai dar resultado tão rápido quanto o vídeo de sucesso fulminante, é um trabalho a médio e até longo prazo. Isso pode ser um site corporativo inteligente, pode ser uma estratégia para responder de forma positiva e pertinente ao que é dito (comentado, tuítado, postado no Orkut, qualquer coisa) sobre sua marca online. O importante é estar presente quando seus clientes precisam de você. Eles estão falando, escute.

Então, esse post não é viral: é um convite pra uma conversa. Fiquem à vontade.

2 Comments on “Esse post não é viral”

  1. #1 Luiz Yassuda
    on Jan 19th, 2009 at 2:44 pm

    Direto ao ponto. Bom post.

  2. #2 roberta.
    on Feb 27th, 2009 at 8:10 pm

    Que maduro.

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