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o Google Buzz pode ser a sua próxima newsletter

Todo mundo falando nele, afinal Não é toda semana que o Google resolve colocar um monte de gente falando dentro do seu email. Não à toa, tem muita gente reclamando. Muitos com razão. Em compensação, muita gente sempre reclama das mudanças de layout do Facebook, e ninguém nunca parou de usar por causa disso (aliás, adoro esse grupo).

Bom, com ou sem backlash, meu assunto aqui é outro. Importante deixar claro minha posição: acho a iniciativa excelente. E se você tem algum site que dispara newsletters ou qualquer coisa assim, deveria achar também. Ainda mais se sua base tiver bastante gente com @gmail.com.

1) Feed > Digest
Num email marketing ou newsletter, a usuária recebe e clica em um link. Talvez ela até volte àquele email dali a uns dias, mas é difícil. Recebendo a informação picotada, a usuária clica mais. Se muito daquilo interessar a ela, ela clica em vários dos links. Se nada interessa, ela deixa de assinar (e aí cabe a nós entendermos se ela era mesmo nosso público-alvo ou estamos errando a mão em alguma coisa, seja no conteúdo ou no volume);

2) Os números não mentem
Não existem problemas de entrega. aliás, a entrega não tem custo pra gente (e se a sua base é grande, isso é um ponto BEEEEEEM importante). Temos total de controle sobre o número que recebe, porque toda a base opt-in (e não tem definição de opt-in melhor que uma pessoa que pode escolher a qualquer segundo que não quer mais ver seus posts) realmente recebe a comunicação;

3) Você tem a permissão dela
A usuária pode gostar, e se ela gostar pode marcar o conteudo para a rede dela ver. A própria ferramenta a incentiva a comentar, a compartilhar. E tudo isso é reportado pra você, automaticamente. E você pode responder, direto pra ela. Um comentário é uma oportunidade de deixar uma boa impressão, no mínimo. Seth Godin deve ter adorado.

4) Não é novidade
Tudo que tem por lá existe faz anos no FriendFeed, lembra? Um produto que tinha excelente tecnologia, só faltavam usuários. Daí o Facebook comprou e foi incorporando as funcionalidades ao site. E deram certo: o uso de coisas simples como o “Like” é gigantesco. Os redesigns cada vez evidenciam mais esse caminho de agregar e dividir conteúdo com a sua rede. Na verdade, a atividade ajuda a expandir a sua rede de amigos, o que é obviamente excelente para uma rede social.

O que está acontecendo no Google Buzz é o mesmo: uma ferramenta que não é novidade chegando num lugar onde já existem milhões de usuários e onde a sua rede de amigos já está. Eles até já montaram pra você a sua lista.

5) Integração com a busca do Google (e outras ferramentas)
O Google tem a ferramenta de busca mais usada do mundo. e agora pode incorporar a layer social do Buzz a ela. Imagina se ao lado dos resultados eles colocarem o que seus amigos comentaram sobre links daquele site? Ou trazerem vinculados à uma matéria a discussão sobre ela por outros usuários da ferramenta? Sem contar a integração com o Google Maps, possibilidades com o Google Docs… a ferramenta ainda tá engatinhando, e é aqui que ela vai crescer.

P.s.: Acho legal dizer que esse post veio do próprio Buzz, de uma conversa que começou por causa de um tweet meu que foi pro meu feed. Valeu, Klaus.

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